|
Uma organização do: |
| Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos |
| |
Com a colaboração dos autocaravanistas locais: |
José Gonçalves e Nelson Abreu |
| |
Coordenada pelo Presidente do Clube: |
António Sousa |
| |
| Um agradecimento especial ao Sr. Assis Sousa, da Câmara Municipal de Guimarães. |
| |
| 6ª feira, 16 de Abril |
| O local escolhido, para o acolhimento das 50 unidades de alojamento presentes no evento, foi o Parque de Estacionamento das Hortas, um dos locais mais centrais e com boas condições de acolhimento. |
| |
| A Policia Municipal, a quem quero pessoalmente prestar o meu agradecimento, vedou o acesso, a cerca de um terço do Parque, o que nos proporcionou um acolhimento, e aos Companheiros que foram chegando ao longo da tarde, com excelentes condições e sem percalços. |
| |
| Até ao início da noite foram chegando os Companheiros de mais longe e o local foi tomando um ar mais condizente com as expectativas criadas. O tempo, até ao final da tarde, esteve a nosso favor dando o Sol um ar da sua graça. A chuva, segundo as previsões do Companheiro António Sousa, só chegaria às 19H00m. E chegou mesmo. Às 19H02m!!! |
| |
| Com a chegada da chuva e do final da tarde, foi hora de recolher ao interior das autocaravanas e preparar a janta. O dia iria ser um pouco mais longo e estava prevista a actuação do Rancho Folclórico de Moreira de Cónegos no Salão Paroquial de S. Sebastião. |
| |
| Quero também aqui deixar publicamente o meu agradecimento ao Sr. Padre Antunes pela cedência do espaço que proporcionou um final de dia muito acolhedor com momentos de interacção entre os “actuantes” e os “assistentes”. |
| Depois do jantar, e já a chuva anunciava uma trégua, deslocámo-nos até ao Salão Paroquial de S. Sebastião onde apreciámos a actuação do Rancho Folclórico de Moreira de Cónegos até bem perto das 24H. Foram momentos em que o convívio se estendeu para além do previsto. |
| A temperatura foi subindo e no público surgiu alguém que teve a amabilidade de dar de beber a quem tinha sede. Não fazia parte do grupo, mas foi também devidamente homenageada pelo serviço prestado. Além desta espectadora as portas estiveram abertas a quem quisesse juntar-se à Festa e partilhar momentos de alegria. |
| |
| Já ao final da noite, era hora de regressar ao conforto das nossas autocaravanas e preparar um dia que prometia ser intenso. |
| A noite decorreu muito tranquila com visita assídua das Autoridades Policiais. |
| |
| Sábado, 17 de Abril |
Com uma alvorada tranquila por volta das 8H30m, com um tempo a ameaçar alguma chuva, que não passou de mero ameaço, era hora de preparar o físico para uma Jornada que ameaçava longa e muito frutuosa. |
| O ambiente geral era deveras interessante para uma localidade que não soube acolher devidamente esta modalidade de Turismo Itinerante, isto, apesar de todos os esforços envolvidos. |
| |
Para a manhã de Sábado, dia 17, estava previsto dividir o Grupo em dois de forma a tirarmos partido dos comentários e ensinamentos proporcionados pelo Guia Turístico, Sr. Francisco Silvério, a quem agradeço também o esforço voluntariado. |
| A parte da manhã incluiria uma visita ao “Casco Histórico” e subida até ao Castelo com uma visita guiada ao Paço dos Duques de Bragança. |
| |
| Com um Programa, de grande actividade pedestre, lá foram os Grupos conquistando aos poucos os encantos que esta cidade proporciona a quem a visita. É de facto uma cidade muito rica em História onde podemos mergulhar num passado muito rico de acontecimentos que nos fazem ter orgulho de sermos portugueses. |
| |
| No Paço dos Duques de Bragança, mandado edificar por D. Afonso, futuro Duque de Bragança, no século XV, com ajuda da Guia, pudemos observar um tipo de arquitectura única na Península Ibérica e beber alguns ensinamentos que nos enriqueceram certamente mais. As amplas salas, os objectos nelas contidos, os tectos majestosos, tudo naquele edifício nos parece infinitamente grande, como o é a nossa História. |
| |
Depois da conquista do Castelo e do Paço dos Duques de Bragança, havia, para este Grupo, que descer ao “Casco Histórico” para também este ser conquistado com glória. |
Pelo caminho, desfrutámos da beleza do Jardim do Carmo. |
| Nas imediações, o magnifico Convento do Carmo, hoje adaptado ao acolhimento da infância e da terceira idade, para além de manter a actividade de Convento para algumas Freiras. |
| |
Entrando no Burgo encontramos logo à entrada o majestoso Convento de Stª. Clara, hoje ocupado pela Sede do Município. |
| O nosso Guia, Sr. Francisco Silvério, sempre nos debitando os seus conhecimentos e nós atentos tentando não perder uma palavra. |
| Sempre em passo algo acelerado, que o tempo passava rápido demais e havia ainda muito que ver e aprender, lá fomos pela Rua de Stª. Maria, a mais emblemática da cidade de Guimarães, passámos pela Praça de Santiago, observámos o magnifico edifício que foi em tempos os Paços do Concelho antes de entrarmos na Praça da Oliveira, a mais conhecida e reconhecida internacionalmente. |
| |
| Depois de uma manhã de intensas Caminhadas e intensos Proveitos, chegámos finalmente ao Largo do Toural, o local mais central da cidade. |
| Já passava das 12H30m, a fome começava a apertar um pouco mais, o cansaço pedia já o conforto dos assentos das nossas autocaravanas. |
| A brincar, a brincar, foram mais de 2 horas e meia sempre em movimento constante de subida e descida pela cidade da História. Afinal, foi aqui que nasceu Portugal. |
| |
| E assim se passou uma manhã! |
| E, se de manhã andámos um pouco mais que o habitual, esperava-nos uma tarde não muito diferente. |
| Após um almoço reconfortante e uns momentos de conforto e descanso, havia que meter os pés ao caminho e ir, desta feita, à Conquista da Penha. |
| De onde estávamos estacionados ao Teleférico da Penha não distavam mais que uns 200 metros. Este foi o meio escolhido para chegarmos ao topo desta cidade, à montanha da Penha. |
| |
| Uma vez chegados à Colina Sagrada da Penha, usando um meio de transporte não muito comum em terras Lusitanas, um Teleférico, foi a vez do Sr. Roriz Mendes, a quem também agradeço todo o empenho e a contribuição para que esta visita se tornasse memorável, nos receber no Templo e ali nos proporcionar uma breve(?) explicação da História que a Irmandade da Penha desempenhou naquele topo granítico fronteiro à cidade. |
| |
| A plateia, muito atenta e aproveitando as frescura e o descanso que o local nos proporcionava, ia observando e colhendo os frutos que a história ia oferecendo. |
| Após a recepção no Templo, houve que dividir novamente o grupo em dois. Fazendo percursos diferentes acabaríamos por fazer o mesmo percurso sempre acompanhados por quem conhece a Montanha, os seus cantos, os seus recantos e os seus encantos. |
| |
| Eu, que “sou” de Guimarães, fiquei a conhecer um pouco mais esta cidade, esta Montanha, esta História que a todos nos toca. |
| Não há palavras que possam descrever com precisão todos os percursos e todas as histórias que cada canto comporta. Só mesmo presencialmente e calcorreando todos aqueles percursos e trilhos conseguimos sentir o prazer e frescura daqueles encantos. |
| Como a Drª. Luísa, nossa guia, nos disse na Gruta de S. Julião, Santo do Sono, “…em cima, cuidamos da alma, em baixo, cuidamos do corpo.”. E ali temos a Taberna do Ermitão, um local surpreendente. |
Como não há palavras, porque não observar algumas fotos? (ver link "Galeria") |
| |
| Bom! Depois de uma tarde de longas caminhadas, por entre penedos e sob estes em alguns casos, eis que, já na hora de “pegar o trem” a chuva quis dar o ar da sua graça. E foi de facto uma “voltinha de trem” em passo algo acelerado, que o Teleférico fechava às 18H30m e não seria muito agradável fazer uma descida ao som da chuva. |
| Ainda tivemos que esperar um pouco por melhores condições atmosféricas dado que o Teleférico não funciona em condições mais adversas por forma a salvaguardar a integridade dos seus utilizadores. |
| E assim foi, uma curta espera, e lá desceram os últimos resistentes deste sábado intenso de actividade física e cultural. E o dia ainda não tinha acabado!!!! |
| Pois! Chegados à cidade, dispúnhamos apenas de 1H30m para recuperar o folgo. O Dia seria LOOOOOOOONGOOOOO! |
| Como alguns, diria que a maioria, já estavam algo cansados, e como o jantar estava marcado para o Restaurante “O Bom Amigo”, no outro extremo da mesma freguesia, cerca de 2/3Km, coisa pouca para quem já levava um dia de Maratona em cima das pernas, criou-se em Guimarães uma nova “praça de Táxis”, exactamente ali, no Parque de Estacionamento das Hortas. Ainda foram umas largas dezenas de viagens entre a zona das Hortas e a zona do Multiusos. |
| A mim, como representante da terra, e conhecedor da mesma, coube-me levar os mais “folgados” pelas ruas e ruelas até ao apetitoso restaurante. |
| Se o pessoal já estava cansado, chegou ao dito restaurante, eu diria, esfomeado!!! |
| |
| O jantar estava marcado para as 20H30m, e às 20H30m já lá estávamos todos reunidos para saborear o delicioso jantar. |
| O meu agradecimento também ao Sr. Domingos pela recepção e pelo excelente serviço que proporcionou a um grupo tão grande. Disponibilizou-nos uma sala que em principio estaria reservada para outros fins. E nessa mesma sala, além do jantar, além do convívio, houve também espaço e condições para um bailarico. |
| E se havia alguém que duvidasse das aptidões físicas dos participantes nesta Acampovana, essas dúvidas seriam dissipadas pela festa que se prolongou até para lá do final do dia com um bailarico muito concorrido. Não por mim, que decididamente não sei dançar!!! |
| |
| O jantar terminou apenas pela 0H30m e novamente se criou uma nova “praça de Táxis” em Guimarães, ali mesmo à porta do restaurante. |
| Muito foram os que, cansados, recolheram de imediato ao conforto das suas autocaravanas e mergulharam no sono dos justos em vale dos lençóis. |
| Para outros, ainda haveria uma caminhada pela frente. Como bom anfitrião, lá me prestei a mostrar o outro lado da cidade, a Noite. |
| Já nos jardins da Alameda houve quem ainda tivesse forças para ir “para a noite” ali mesmo, na Praça da Oliveira e na Praça de Santiago. Confesso que não sei a que horas recolheram ou em que condições o fizeram. |
| |
Para mim, haveria que retemperar o corpo e descansar. |
| Pensava eu!!! |
| Mas houve quem fizesse questão de me trocar as voltas, convidando-me gentilmente para um aperitivo na sua “residência”, já que o meu “hotel” era na porta ao lado. |
| Mal chegado, lá estava o meu “presidente” António Sousa e esposa Maria Angelina, o meu Companheiro da terra Nelson Abreu e esposa Dulce, estava também um Companheiro de Lanhelas, Joaquim Pereira e sua esposa Maria de Fátima, mais eu e a minha Fernanda, pensava que a lotação estaria esgotada. |
Mas não! Estas novas autocaravanas tem o condão de caber sempre mais um. |
| E assim foi, não mais um mas mais quatro. Dois casais das Astúrias, muito simpáticos, Manuel Canas e Cristina Vieira e Jaime Fernandez e Rosana Fernandez. |
| E já passava das 4H00m quando recolhi ao meu “hotel *****”! |
| Foi um dia looooongo quanto baste! |
| |
| Domingo, 18 de Abril |
| |
| Bom! Já estávamos no Domingo, 18 de Abril, 7H00m e já estava a comprar o pãozinho, o jornal e tomar o meu pequeno almoço. |
| Pelas 9H00m chegariam os dois autocarros, alugados à Autarquia e à Arriva, para nos transportar até para lá de Caldelas, ou Caldas das Taipas, ou simplesmente Taipas, como aqui é conhecida a localidade. |
| O destino final seria Stª. Leocádia de Briteiros, mesmo à porta da Citânea de Briteiros que ninguém viu! Nem os residentes no Concelho!!! |
| Eu, já por lá não passava há mais de 15 anos. A ideia que tinha era de um parque de estacionamento e o acesso logo acima à esquerda, cerca de 50 metros se tanto. |
| E lá fomos, estrada acima, ai uns duzentos metros, e o acesso nada!!! Nada de Porta e quase já nem se via a Citânea. |
| É! Afinal o que o pessoal queria era andar mais um pouco e eu fiz-lhes a vontade! Vai dai, lançado o alerta, há que retroceder e descer até à dita Porta que seria mesmo abaixo, uns 20 metros, se tanto, do parque de estacionamento!!! |
| Logo à entrada, e antes que o pessoal partisse em debandada, juntámo-nos todos para a fotografia de Grupo, aquela em que apenas faltam os fotógrafos!!! |
| Depois, e sob uns pinguinhos de chuva aqui e ali, nada que assustasse, nada que não soubesse bem pelo calor que fazia, fez-se a visita guiada pela Citânea de Briteiros. |
| Mais uns ensinamentos, mais um pouco de cultura e de história, ficámos então a conhecer um pouco melhor este cantinho à beira mar plantado que se chama Portugal. |
| |
| E com esta amostra deixo aqui o meu relato de um fim de semana em que a minha maior ambição foi dignificar a imagem do Autocaravanismo em Guimarães |
| Para além do Convívio, que foi inesquecível, para além da Cultura que se apreende sempre nestas viagens itinerantes, para além das novas descobertas e novos laços de amizade que se cimentam, para além de tudo o que possa ter decorrido de uma forma menos satisfatória, ficou de facto a sensação de dever cumprido. |
| O meu maior orgulho, foi atingido na 2ª.-feira, quando me agradeceram não terem, as cinquenta autocaravanas, deixado o local cheio de lixo como estariam à espera. Não! Ficou tudo limpinho, os residentes não se queixaram de quaisquer incómodos por nós praticados, decorreu tudo *****! |
| Por isso o meu agradecimento ao Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos, e ao seu Presidente António Sousa, por ter conseguido levar com êxito esta 19ª. Acampovana – Por Terras Afonsinas, e ter conseguido reunir autocaravanistas de todo o Norte de Portugal até ao Reino das Astúrias, nesta magnifica cidade de Guimarães. |
| Por isso, o meu agradecimento a todos os Autocaravanistas que souberam dignificar e honrar este espírito de viajante Itinerante, cumpridor e respeitador do meio ambiente. |
| Por tudo o que atrás escrevi e descrevi, só me resta deixar aqui um convite a todos os que quiserem voltar cá estarei para com eles descobrir mais uns encantos desta Terra Onde Nasceu Portugal. |
| |
O meu Obrigado a Todos e até sempre, |
José Gonçalves
(Guimarães) |
| |
| |
|